quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

25 de Fevereiro: Jantar + Filme "O Limoeiro"


25 de Fevereiro

O LIMOEIRO

de Eran Riklis (Israel, 2008, 106 min., legendado em português)

19:00 | Jantar vegetariano
20:00 | Projecção do filme "O Limoeiro"


Salma, uma viúva palestina, vê a sua plantação de limoeiros [herdada do seu falecido pai] ser ameaçada quando o novo vizinho, o Ministro da Defesa de Israel, se muda para a casa ao lado. A Força de Segurança Israelita logo declara que os limoeiros de Salma colocam em risco a segurança do Ministro e, por isso, precisam de ser derrubados.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

18 de Fevereiro: WORKSHOP DE DEFESA PESSOAL, seguido de |antar vegetariano


18 de Fevereiro

WORKSHOP DE DEFESA PESSOAL


17:00 | Workshop
20:00 | Jantar vegetariano

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Retomam as aulas de português para estrangeiros no CCL / Portuguese classes for foreigners continue at CCL



Aulas de português para estrangeiros. 
Enviar e-mail para o CCL para combinar.

Free Portuguese language classes for foreigners. 
To arrange a schedule please send an email to CCL:




segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

11 de Fevereiro: MESOAMÉRICA RESISTE


11 de Fevereiro

MESOAMÉRICA RESISTE


18:00 | Apresentação
20:00 | Jantar vegetariano


Apresentação de um mapa ilustrado da América Central, resultante de 9 anos de trabalho do Beehive Design Collective, que denuncia a invasão moderna dos mega-projectos planeados para a região, revelando histórias de resistência e solidariedade das comunidades locais para defender os seus territórios e modos de vida.

http://beehivecollective.org/graphics-projects/mesoamerica-resiste/

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Actividades no CCL em Fevereiro



4 de Fevereiro
TERRAMOTOURISM

Um documentário do colectivo Left Hand Rotation

19:00 | Jantar vegetariano
20:00 | Projecção do documentário
(com a presença dos realizadores)


A 1 de novembro de 1755 um terramoto destruiu a cidade de Lisboa. Hoje, Lisboa é abalada por um sismo turístico que transforma a cidade a velocidade de cruzeiro. “Terramotourism” é um retrato subjetivo de uma cidade e da sua transformação ao longo dos últimos 6 anos.


11 de Fevereiro
MESOAMÉRICA RESISTE


18:00 | Apresentação
20:00 | Jantar vegetariano


Apresentação de um mapa ilustrado da América Central, resultante de 9 anos de trabalho do Beehive Design Collective, que denuncia a invasão moderna dos mega-projectos planeados para a região, revelando histórias de resistência e solidariedade das comunidades locais para defender os seus territórios e modos de vida.


18 de Fevereiro
WORKSHOP DE DEFESA PESSOAL


17:00 | Workshop
20:00 | Jantar vegetariano



25 de Fevereiro
O LIMOEIRO

de Eran Riklis (Israel, 2008, 106 min., legendado em português)

19:00 | Jantar vegetariano
20:00 | Projecção do filme "O Limoeiro"


Salma, uma viúva palestina, vê a sua plantação de limoeiros [herdada do seu falecido pai] ser ameaçada quando o novo vizinho, o Ministro da Defesa de Israel, se muda para a casa ao lado. A Força de Segurança Israelita logo declara que os limoeiros de Salma colocam em risco a segurança do Ministro e, por isso, precisam de ser derrubados.


Centro de Cultura Libertária
Rua Cândido dos Reis, 121, 1º Dto. - Cacilhas
culturalibertaria.blogspot.com
facebook.com/CentroDeCulturaLibertaria

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

4 de Fevereiro: Documentário TERRAMOTOURISM


19:00 - Jantar
20:00 – Projecção do documentário

(com a presença dos realizadores)


TERRAMOTOURISM
Um documentário do colectivo Left Hand Rotation
Música: Ricardo Jacinto

A 1 de novembro de 1755 um terramoto destruiu a cidade de Lisboa. O seu impacto foi tal que deslocou o homem do centro da criação. As suas ruínas legitimaram o despotismo esclarecido.
Lisboa hoje treme novamente, abalada por um sismo turístico que transforma a cidade a velocidade de cruzeiro. O seu impacto desloca o morador do centro da cidade. Que novos absolutismos encontrarão aqui o seu álibi?
Enquanto o direito à cidade derruba-se, afogado pelo discurso da identidade e do autêntico, a cidade range anunciando o seu colapso e a urgência de uma nova maneira de olhar-nós, de reagir a uma transformação, desta vez previsível, que o desespero do capitalismo finge inevitável.
Left Hand Rotation é um coletivo estabelecido em Lisboa desde 2011.
Terramotourism é um retrato subjetivo de uma cidade e a sua transformação ao longo dos últimos 6 anos.
_
"Eu sou um cidadão do mundo; não quero voltar ao nacionalismo, mas se amanhã amamos apenas o que está longe sem estarmos conscientes de que odiamos o próximo porque está presente, porque cheira mal, porque faz barulho, porque me incomoda e porque me faz exigências, diferente do que está longe, do qual me posso livrar; se amanhã insistirmos em preferir o que está longe em detrimento do que está perto, destruiremos a cidade, ou melhor, o direito à cidade."
Paul Virilio – O Cibermundo, a política do pior.

lefthandrotation.com
museodelosdesplazados.com
lefthandrotation.blogspot.pt/2

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

18 de Janeiro de 1934: greve geral insurreccional contra a ditadura nacional do Estado Novo


«O concelho de Almada tem então cerca de 23 000 habitantes e a vila pouco mais de 8000, sendo uma parte população flutuante, como nos dias de hoje. A população operária é mais heterogénea em termos sócio-profissionais do que a da Marinha Grande, centro essencialmente vidreiro, ou do que a de Silves, exclusivamente formada por corticeiros.
Em Almada a eclosão do movimento é marcada, na madrugada de 18, pelo corte da linha telefónica e pela sabotagem do cabo submarino entre a Trafaria e Porto Brandão, únicos actos violentos dignos de registo.
Com muitas ou poucas acções espectaculares — menos, em todo o caso, do que as verificadas na vizinha Lisboa, para já não falar da Marinha Grande ou de Coimbra —, os trabalhadores, esses, aderem à greve, ainda que surjam dois comportamentos diferentes.
Trabalhadores há que se apresentam ao serviço, iniciam normalmente a sua actividade às 8.30 e a instâncias de grupos de grevistas que percorrem os locais de trabalho apelando à greve acabam por abandoná-lo e recolher a suas casas. Estão neste caso os operários fabris de Cacilhas, os chauffeurs de táxis que fazem serviço no Largo Costa Pinto, os motoristas das empresas de camionagem que servem todo o concelho e ainda os operários dos estaleiros da Parry & Son.
Outros — o operariado da vila de Almada e o do restante concelho — nem sequer comparecem nos locais de trabalho. Estão neste caso os corticeiros da vila, designadamente os das fábricas Harry Bucknall & Sons, Rankin & Sons, Armstrong & Cork, bem como os que trabalham no Caramujo, Cova da Piedade, Ginjal, Margueira, Banática, Mutela e arredores, ou seja, todos os corticeiros do concelho. E também os operários das fábricas de moagem Aliança e dos Moinhos Reunidos, ambas situadas na Cova da Piedade, os operários dos estaleiros de barcos de madeira da Mutela, os operários de algumas fábricas de conservas, todos os operários da construção civil com obras na Mutela, Cova da Piedade, Porto Brandão, Trafaria, Caparica e Almada, com destaque para os 500 operários que nesta última localidade trabalham então na construção do Arsenal do Alfeite. E o mesmo se passa com os operários de serviços metalúrgicos do concelho e com os operários dos depósitos da Shell, situados na Banática, com os da fábrica de gelo da Companhia Portuguesa de Pesca, no Olho de Boi, e, enfim, com os estivadores e descarregadores de cais.
De uma maneira ou de outra, toda a população industrial do concelho adere à greve. E nem as forças da polícia locais, nem a chegada de 30 praças da GNR, nem a de 40 marinheiros e 2 sargentos da Armada, com os respectivos tenentes, nem as operações de policiamento e de demonstração de força que a sua permanência nas ruas representa — a que se juntará ainda no próprio dia 18 a suspensão do jornal local O Almadense —, levarão a maior parte dos grevistas a apresentarem-se ou a retomarem o trabalho. Apenas os motoristas de camionagem, após terem sido requisitados pelo administrador do concelho, rompem a greve ao fim do dia 18.
Mesmo a 19, se a maioria do operariado retoma o trabalho, alguns impenitentes se mantêm. Os operários corticeiros — com excepção dos da Margueira — e os operários das fábricas de moagem vão permanecer em greve, o que levará à prisão de 24 dos principais dirigentes sindicais do concelho de Almada, e só regressam ao trabalho a 20.»

Maria de Fátima Patriarca, “O «18 de Janeiro»: uma proposta de releitura”, Análise Social, vol. XXVII (123-124), 1993, pp. 1137-1152

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

CANCELADO Sábado, 3 de Dezembro, no CCL



Olá,
esta actividade está cancelada por problemas com o projector. O filme O Limoeiro será projectado numa outra data a anunciar em breve.

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19h30 - Jantar vegetariano

20h30 - Projecção do filme "O Limoeiro" (legendas em português)

Salma, uma viúva Palestina, vê a sua plantação de limoeiros [herdada do seu falecido pai] ser ameaçada quando o novo vizinho, o Ministro da Defesa de Israel, se muda para a casa ao lado. A Força de Segurança Israelita logo declara que os limoeiros de Salma colocam em risco a segurança do Ministro e, por isso, precisam ser derrubados. Salma, após muitas recusas, leva o caso ao Supremo Tribunal de Israel para tentar salvar a plantação, e com isso assegurar e manter em paz a sua vida, a sua história, o seu passado e futuro.

segunda-feira, 14 de novembro de 2016

Liberdade para Maria de Lurdes: sessão de esclarecimento | 19 de Novembro



ENCONTROS DA RADICALIDADE IMPOSSÍVEL

LIBERDADE PARA A MARIA DE LURDES

A Maria de Lurdes Lopes Rodrigues é uma activista que integrou mas últimas décadas múltiplos movimentos sociais e uma investigadora a quem foi recusada, em 1996, uma bolsa de longa duração no estrangeiro concedida pelo Ministério da Cultura através do Gabinete de Relações Culturais Internacionais, então, com a Direcção de Patrícia de Salvação Barreto. Este autêntico processo kafkiano em que a rebelde artista Maria de Lurdes se envolveu, concordando com as palavras do seu amigo de longa data Mário Gomes, começou há 20 anos e depois de ter estudado no curso de escultura da Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa. No seguimento da decisão administrativa que falseava as normas regulamentares para a atribuição da bolsa de estudos, Maria de Lurdes insistiu tenazmente na sua situação iniciando um escabroso caminho de processos em tribunais administrativos, tendo na altura sido condenada a três anos de prisão suspensa por: «difamação agravada, injúria agravada, denúncia caluniosa e ofensa a pessoa colectiva, organismo e serviço e perturbação de funcionamento de órgão constitucional». Quando ultimada pelo tribunal a receber tratamento psiquiátrico, comprovado não ter necessidade, recusou a tal ser submetida. A activista Maria de Lurdes foi detida no dia 29 de Setembro último, culminando a sentença em três anos de prisão efectiva que cumpre no Estabelecimento Prisional de Tires.
Carlos Gordilho


Dia 19 de Novembro, SÁBADO
20 horas | Sessão de Esclarecimento
com Mário Gomes


(com jantar vegetariano)


NÓS OS ANARQUISTAS, SÓ SOMOS APARENTEMENTE PERDULÁRIOS. QUALQUER QUE SEJA A EXPLICAÇÃO, QUEREMOS A LIBERDADE PARA NÓS E PARA TODOS OS DEMAIS OPRIMIDOS.

SIM! QUEREMOS A LIBERDADE PARA TODOS.


Centro de Cultura Libertária – CCL
Rua Cândido dos Reis, 1º Dto., Cacilhas - Almada

quinta-feira, 10 de novembro de 2016

Contra o Arco Mineiro do Orinoco

Sábado, 12 de Novembro

19h - Jantar Vegetariano
20h - Apresentação / vídeo / conversa

Desenvolvimento, eufemismo do Ecocidio: Contra o Arco Mineiro do Orinoco - Venezuela

 
No dia 24 de fevereiro de 2016, foi decretada a Zona de Desenvolvimento Estratégico Mineiro: O Arco Mineiro do Orinoco. Com uma extensão de 112 mil quilómetros quadrados, é uma zona de influência direta sobre a Amazónia (impacta o sistema climático planetário), que inclui florestas tropicais húmidas, savanas de alta biodiversidade e fragilidade ecológica, alem de principais e estratégicas fontes de água e territórios de povos indígenas.

O decreto de mega-mineração entrega este território a 150 empresas nacionais e multinacionais, em concessões, para a extração de minerais de utilização industrial como o ouro, o coltan, o ferro, o diamante e a bauxite. Este projeto impulsiona o maior ecocidio de toda a América Latina e o mesmo implica a desflorestação, a contaminação, a afetação das fontes hidrográficas principais, viola os direitos humanos das comunidades originárias e aprofunda a militarização da zona.

FORÇA E LUTA LIBERTÁRIA. NÃO AO ARCO MINEIRO DO ORINOCO

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

O CCL não é nem o anarquismo actual será o baldio da esquerda política: recordando José Correia Pires


A atitude intervencionista do anarquista José Correia Pires, nascido a 17 de Abril de 1907, em S. Bartolomeu de Messines, foi indelevelmente marcada pela força de uma existência social de onde sobressai a capacidade de resistência à Ditadura portuguesa e a vontade de lutar pela extinção do Estado e contra a propriedade.
Depois do 25 de Abril de 1974, no almoço de confraternização libertária do 1º de Maio, demonstrando a  possível continuidade geracional, estivemos lado a lado na primeira manifestação pública do anarquismo realizada em Cacilhas, na cervejaria Canecão.
Já depois desse encontro estivemos lado a lado e envoltos com os anarquistas almadenses no convívio diário que levaria à constituição formal do Centro de Cultura Libertária a 13 de Maio de 1974, cuja sede funcionaria inicialmente em instalações provisórias na Rua Fernão Lopes, nº 12, r/c, em Almada.
Em conformidade com o ideal anarquista estivemos lado a lado na realização do comício anarquista em Junho de 1974 no Salão de Festas da Sociedade Filarmónica Incrível Almadense, associação de que foi seu presidente em 1955-56 e, nessa ocasião como em tantas outras, partilhamos a vivência com os seus amigos tais como Henrique Barbeitos, médico director do Hospital da Misericórdia de Almada, Herculano Pires, advogado e deputado constituinte e Eurico da Fonseca, investigador membro da Junta de Energia Nuclear.
No maior dos eventos que o anarquismo português realizou -  o comício na Voz do Operário, em Julho de 1974, evocativo da Revolução Social de 1936-39, em Espanha - estivemos lado a lado na presença dos companheiros da CNT - Confederación National del Trabajo. Queremos aqui lembrar a recepção aos militantes da CNT organizada em Coina pelos anarquistas almadenses e animada pelo companheiro José Correia Pires.
Como se vê, o nosso velho companheiro revelou no último período da sua vida que encarava a hipótese anarquista enquanto actividade revolucionária contra a opressão e a miséria material, por isso estivemos lado a lado na primeira assembleia realizada na Rua Angelina Vidal, 17, 2º andar, em Lisboa, tendo em vista constituir a cooperativa editora do jornal A Batalha, antigo porta-voz da CGT - Confederação Geral do Trabalho.
E numa altura em que a táctica alarve da ditadura pseudo-proletarizada se enraizava e se prontificava para disparar, estivemos lado a lado no comício realizado pelo movimento libertário no Liceu de Beja.
Quanto à solidariedade anarquista estivemos lado a lado quando, no ano de 1974, acomodamos numa casa localizada na Praceta Jornal de Almada, nº4, 4º andar, em Almada, os companheiros espanhóis Rafael, Jaime, Paloma e Paco perseguidos pela máquina repressora da ditadura franquista.
Mas o grupo de Almada constituído pela velha guarda anarquista, apesar da nossa inquieta juventude,  não censurou nem nunca nos estigmatizou e com ele aprendemos o anarquismo da revolta e da compaixão, essa é a razão porque estivemos lado a lado no momento do último adeus ao companheiro Jaime Rebelo, em Setúbal, assim como, nos trabalhos preparatórios para a edição do jornal Voz Anarquista, do qual José Correia Pires foi o mentor e assíduo colaborador.
Homem generoso, carpinteiro de profissão, anarquista, autor dos livros «Memórias de Um Prisioneiro do Tarrafal» e «A Revolução Social e a Sua Interpretação Anarquista». Profeta de uma liberdade que, todavia, humanamente não conhecemos, foi sobre os nossos ombros levado à cova no terreiro do cemitério do campo de S. Paulo, em Almada, no dia 29 de Outubro de 1976.
Damos nota nesta efeméride ao artigo publicado no jornal Voz Anarquista nº 18, de Novembro de 1976, com direcção de Francisco Quintal:
Conhecemos Correia Pires, pela primeira vez, nessa bafienta, húmida, sombria e secular cadeia do Aljube, aí por 1932, ano de uma das piores épocas da Ditadura, mas também anos de luta, em que o nosso povo, odiando o tirano, comungava nas praças com todo o seu entusiasmo e, não esquecendo as lutas de Fevereiro de 1927, se revoltasse nas Ilhas, para pouco depois nos dar a acção dignificante de 18 de Janeiro de 34. Eram nossos companheiros abalizados militantes, como Manuel Joaquim de Sousa, Correia de Sousa, Laranjeira, José de Castro, Pimentel, Raul Adão, Machado, e muitos outros. Correia Pires, ali enclausurado como nós, manifestava, ainda jovem, um entusiasmo contagiante e foi esta característica que o marcou pela vida fora.
Após longos anos de Tarrafal, fixou-se em Almada e desta excelente terra nunca mais saiu.
Dotado de espírito polémico mas tolerante, Correia Pires, em todas as camadas da sociedade, até mesmo entre os contrários politicamente, soube criar amigos. Dotado de facilidade de palavra, nunca se escusava a falar em público. Estava sempre pronto a uma gesta pela liberdade ou por um acto de justiça.
A nossa amizade, contraída na prisão, continuou pela vida fora. Se alguma justificação se pode reconhecer nas acções odiosas do Poder, é, e somente, a de apertar laços de amizade e de continuação na luta, a pontos de se poder afirmar, como no caso do nosso dilecto camarada, que os regimens autoritários passam mas a luta, a grande luta pela Liberdade continua sempre. Esta é a lição que Correia Pires transmite!

domingo, 30 de outubro de 2016

Aberturas aos dias úteis

A partir de 2 de Novembro o Centro de Cultura Libertária passa a estar aberto todos os dias úteis das 18h30 às 20h, além das habituais aberturas em dias de actividade.

sexta-feira, 7 de outubro de 2016

Sábado, 8 de Outubro no CCL

19h30 - Jantar vegan

21h - Projecção na rua do filme "O bando Bonnot" (ano 1968, de Philippe Fourastié, com Jacques Brel; áudio francês, legendas em português; 110 min)

1911 - 1913 (França e Bélgica).
Este filme debruça-se sobre um conjunto de companheiros que recusaram esperar uma mudança na sociedade para viverem a anarquia que buscavam. Influenciados pelas ideias individualistas, expressas em várias revistas anarquistas da altura, defenderam na prática a convicção de que a luta acrata, o ataque ao mundo do dinheiro e da autoridade, passava por expropriações a bancos e outras acções ilegais.
As práticas que o grupo adoptou (mais tarde abusivamente apelidados de "bando Bonnot" pela polícia e jornais) reflectiam de forma imediata a revolta contra todas as instituições, valendo-lhes a condenação não só dos porta-vozes desta sociedade como de parte do movimento anarquista organizado formalmente.


quinta-feira, 15 de setembro de 2016

sábado, 17 de setembro de 2016 - jantar + doc na rua


Sábado, no Centro de Cultura Libertária
(R. Cândido dos Reis, 121, Cacilhas)

19h30 - Jantar

21h - O "colectivo de cinema" apresenta:

"A batalha de Eau Noire (ou como aprendi a não me stressar e a amar a dinamite)", de Benjamin Hennot, 2015, 73’, áudio em francês, legendas em inglês.

Bélgica, 1978. O Ministério das Obras Públicas planeia a construção duma barragem no vale da Eau Noire, acima da pequena aldeia de Couvin. Mas os habitantes tornam-se uma pedra no sapato dos planos do estado… Um filme a várias vozes que comunica a alegria e a força de um movimento que nasceu e se desenvolveu com um punhado de indivíduos decididos.

Naquele turbulento ano de 1978, estes “Irredutíveis” recorreram a tudo o que consideraram necessário para autonomamente atacarem aquele projecto de morte. Juntos conseguiram travar uma barragem que teria engolido o vale da Eau Noire. Nove meses numa luta intensa e determinada. “Foi duro”, todos dizem, acrescentando de imediato que foi o tempo mais belo da vida deles.


Titulo original : La Bataille de l’Eau Noire (ou comment j’ai appris à ne plus m’en faire et à aimer la dynamite)

Documentário de Longa-metragem, 73 minutos

Ano : 2015

Língua : Francês

Legendas : Inglês

Cenário e realização : Benjamin Hennot

Imagem : Michel Baudour

Som : Henri Morelle & Loïc Villiot

Montagem : Damien Keyeux & Laurence Vaes

Mistura : Loïc Villiot

Música : Quentin Manfroy, Yann Lecollaire e Serge Vandiepenbeek

Animação : Murielle Félix & Patrick Theunen
Infografia e calibragem : Stéphane Higelin

quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Sábado, 3 de Setembro - Sacco e Vanzetti (filme na rua)

19h30 - Jantar

21h - Projecção na rua do filme "Sacco e Vanzetti" (118 min., áudio italiano com legendas em português)

Boston. Nicola Sacco e Bartolomeo Vanzetti são dois anarquistas italianos emigrantes nos EUA, um sapateiro e o outro peixeiro, que são detidos pela polícia, acusados da morte de um contabilista e de um guarda de uma fábrica de sapatos, a 15 de abril de 1920.
Assassinados pelo Estado a 23 de Agosto de 1927, o seu julgamento levantou uma onda de indignação que percorreu o mundo, em grande parte baseada na inocência dos dois companheiros.

Sobre esta questão, escreveu um outro companheiro:
«[...] A velha justiça com os olhos vendados que desmascaramos para descobrirmos, com horror, que estes estão podres. Mas, embora tenhamos lido e estejamos conscientes de tudo isto, continuamos convencidos de que a justiça deveria funcionar! Credo! Como podem vocês enviar dois homens inocentes para a morte! A sagrada indignação de tantos companheiros anarquistas caminha lado a lado com a leiga indignação dos comunistas, dos democratas e dos possibilistas de toda a espécie. A gloriosa cruzada da esquerda converge sempre que os nomes de Sacco e Vanzetti são mencionados. E o que os liga é precisamente a geral e objectivamente justificável questão da inocência. Mas a raiva que está na base disto, a raiva por dois companheiros assassinados pelo Estado, não nos pode fazer fechar os olhos a outros problemas. [...]»

Alfredo M. Bonanno - "Algumas notas sobre Sacco e Vanzetti"
(no livro "Solidariedade Revolucionária", disponível em https://revoltaesubversao.wordpress.com/2016/06/30/solidariedade-revolucionaria/ )


quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Doc's na rua: The potentiality of storming heaven + 6 December 2006

Sábado, 13 de Agosto

20h - Jantar vegan

21h - Projecção na rua dos documentários:

* 6 December 2008
(as primeiras horas após o assassinato pela polícia de Alexis Grigoropoulos. 2008; Áudio: Grego; Legendas: Inglês; 19 min.)
* The potentiality of storming heaven
(a revolta na Grécia entre Dezembro de 2008 e Janeiro de 2009, com palavras de quem a viveu. 2009; Áudio: Grego; Legendas: Inglês; 28 min.)

" [...] a maioria de nós lembra-se exactamente do que estava a fazer quando a notícia do assassinato policial nos atingiu como um choque eléctrico colectivo. Durante aqueles primeiros dias não nos apercebemos que estávamos a fazer parte de algo que iria definir profundamente os anos seguintes, algo que de um motim reflexo contra o assassinato do Alexis naquela noite de 6 de Dezembro, se viria a tornar uma incontrolável tempestade de motins que rapidamente se espalharam pelo país e abalaram a Grécia durante mais de um mês, inspiraram acções de solidariedade por todo o mundo e influenciaram os movimentos de resistência em toda a parte nos anos que se lhes seguiram. "



quinta-feira, 4 de agosto de 2016

"La estrategia del caracol" + Jantar

Sábado, 6 de Agosto

19h: Filme "La estrategia del caracol"
21h: Jantar - cozinha tradicional colombiana, versão vegan

"Moradores de um bairro de Bogotá lutam para evitar a demolição da casa onde moram, propriedade de um milionário sem escrúpulos, como sempre são os milionários. Defendendo o edifício de juízes e polícias, planeiam uma original estratégia. A luta contra os especuladores parece estar perdida antes de começar, mas os habitantes estão dispostos a fazer tudo o possível para defender a sua dignidade."

País: Colômbia; Duração: 105 minutos; Ano: 1993; Legendas: Português; Realizador: Sergio Cabrera.



quarta-feira, 27 de julho de 2016

Ficção Imobiliária - documentário e debate com os realizadores

Sábado, 30 de Julho

20h - Jantar

21h - Projeção do documentário "Ficción Inmobiliaria" (Left Hand rotation, 2014, 21 mins, legendas em PT) e debate sobre gentrificação e turistificação com o colectivo Left Hand Rotation.

"Ficción Inmobiliaria" compila materiais encontrados em filmes de ficção onde as problemáticas associadas à questão da habitação (especulação imobiliária, processos de gentrificação e consequências da globalização na cidade contemporânea) aparecem na trama principal ou com certa relevância na sua linha narrativa.


Left Hand Rotation é um colectivo artístico activo desde 2005 que desenvolve projectos que articulam intervenção, apropriação, registro e manipulação de vídeo. Estruturam-se como entidade impessoal não associada ao autor e abordam cada projecto sob a consideração de que a comunidade de recepção não é um espectador, mas parte activa imprescindível na transformação da realidade social.

Mais info:
http://lefthandrtation.blogspot.com/
www.museodelosdesplazados.com
www.lefthandrotation.com


quinta-feira, 21 de julho de 2016

Sábado, 23 de Julho: filme "Libertarias" e jantar

A 18 de Julho de 1936 o exército espanhol, posteriormente comandado por Franco, subleva-se contra a república mas depara-se com uma população que não está mais disposta a subjugar-se.
No seio da resistência anti-franquista e também anti-estalinista, e na ofensiva por um mundo sem autoridade, este filme fala-nos de mulheres que se organizaram para lutar na frente de batalha e na vida quotidiana de uma revolução social.

19h - Filme "Libertarias"
(Audio: Castelhano; Legendas: Inglês)


21h - Jantar


quarta-feira, 13 de julho de 2016

Vilarinho da Furna: Uma aldeia afundada (docs, conversa e jantar)

Domingo, 17 de Julho

18h - Documentários e conversa
20h- Jantar 



"Era de uma invasão, na verdade, de que se tratava. Estavam a anunciar aos furnenses que Vilarinho ia ser varrida do mapa. Não o faziam com armas, canhões ou carros de assalto... iriam fazê-lo com leis, dinamite, escavadoras e água. A arma final seria uma incomensurável parede na qual o impreparado rio Homem iria embater e, impedido de seguir o breve curso que seguia desde a nascente e sem poder recuar, nada mais lhe restaria senão crescer, num esforço impotente, e alagar o vale de que antes fizera parte... e, com ele, as leiras de cultivo, as casas e a própria existência de uma comunidade humana."
(in "Rio Homem", de André Gago)

Partiremos de dois documentários (e alguns livros) sobre Vilarinho da Furna, antiga aldeia do vale entre as serras Amarela e do Gerês, afundada em 1972 pela barragem do rio Homem, para falarmos daquela zona, do progresso, de comunidade e de indivíduo.
Projecto do Estado português, a barragem do Homem (denominada Barragem de Vilarinho das Furnas) afundou para sempre aquilo que antes não haviam conseguido travar: uma aldeia que vivia de forma autónoma e comunitária, com as suas próprias contradições, onde a relação comunidade/indivíduo era posta em jogo diariamente e da qual o Estado era inequivocamente excluído pelos seus intervenientes.